Fórum relação dos homens

Não sei quem sou de verdade

2020.09.23 16:44 Rafael_Cabral_Bastos Não sei quem sou de verdade

Olá pessoal do Fórum transbr eu sou Rafael, 22 anos, e tenho tido muita duvida em relação a minha identidade de Gênero, troquei de psicologa faz 2 semanas, mas como é inicio ela está apenas querendo me conhecer então não é possivel por enquanto ouvir Feedback.
As minhas duvidas em relação ao meu gênero surgiram Após descontentamento com a figura masculina na sociedade atual, parece que só tenho exemplo negativo de homens na internet e notícias, embora que eu conheça muitos que são ótimos e carinhosos como meu pai...
Não somente isso, mas tudo que é natural ao meu sexo(masculino) me incomoda, sou muito mais amigo e companheiro da minha mãe que sempre diz que tenho que tratar com mais naturalidade essas coisas.
Sempre senti mais apego as meninas, pois eu me sinto mais confortavel falando com elas, além de eu sentir atração por mulheres tbm.
Tenho vontade de não ter pelos no corpo, faço sempre a barba pois me incomodo com a aparência e nunca passei sequer uma maquiagem na minha vida...
Ja falei com ela sobre que tenho duvida sobre eu genero pois as vezes me sinto mulher, mas ela disse pra eu parar de falar sobre isso, porque pra ela não é fácil(minha familia é evangélica, e maior parte dos parentes são evangélico).
A minha psicologa entendeu que estou tentando me desvincular da figura masculina por questoes de não achar bonito(físico e socialmente).
Embora sou eu que tenha que tirar minhas própias conclusões, preciso saber o que vcs pensam em relação ao meu caso... Se é só uma fase, ou se existe essa questão de ser ou não trans
(outra coisa, me sinto normal ou conformado com minha aparencia masculina(quando olho o rosto) mas as vezes me sinto pertecente aos dois generos ao mesmo tempo e quero misturar os dois).
Se quiser mais respostas É só me perguntar...
Todos me dizem pra não ter pressa, mas sinto muita vontade de compreender o que está acontecendo comigo....
submitted by Rafael_Cabral_Bastos to transbr [link] [comments]


2020.06.12 04:50 altovaliriano Para onde vai o dinheiro dos homens sem rosto?

Este tópico foi uma sugestão de u/frdnt. Eu nunca havia pensado sobre a questão, de forma que eu não tinha uma resposta quando comecei a escrever o texto. Contudo, conforme pesquisava, cheguei a uma conclusão pessoal, que está no fim deste post.
Desde o primeiro livro da série somos apresentados à noção de que, apesar de mundialmente famosa, a Casa do Preto e Branco pratica preços inacessíveis até mesmo para o Trono de Ferro:
Em Bravos há uma sociedade conhecida como os Homens Sem Rosto – sugeriu o Grande Meistre Pycelle.
Faz alguma ideia do preço que eles cobram? – protestou Mindinho. – Poderíamos contratar um exército de mercenários comuns por metade do preço, e isso para dar cabo de um mercador. Nem me atrevo a pensar no que pediriam por uma princesa.
(AGOT, Eddard VIII)
Vale notar que o comentário veio do mesmo mestre da moeda que teve que levantar fundos para um torneio em que foram distribuídos 90 mil dragões de ouro só em prêmios. Não sabemos quanto o evento em si custou, mas não seria impensável que a coisa toda ultrapassasse em muito os 100 mil dragões. Então para que Mindinho protestasse, era porque o preço embaraçaria até mesmo seu trabalho como Mestre da Moeda.
Porém a fala de Petyr em A Guerra dos Tronos revela uma coisa: o preço dos homens sem rosto não é fixo. Martin chegou a comentar sobre o preço em uma correspondência com uma fã:
Os Homens sem Rosto não publicam uma lista de preços na porta. Funciona de uma forma que você vai até eles e diz quem quer que seja morto, e aí eles negociam o preço. Quanto mais proeminente for a vítima, quanto mais difícil for de se aproximar, quanto mais perigoso para o assassino e a guilda, mais alto será o preço.
(SSM 15/11/1999, tradução de Felipe Bini)
Essa idéia é reforçada nos livros seguintes. A primeira vez que um homem sem rosto matou uma pessoa diferente do próprio suplicante, o preço cobrado foi a servidão vitalícia:
Você ofereceu tudo o que tinha pela morte deste homem, mas escravos não têm nada além de suas vidas. É isso o que o deus deseja de você. Pelo resto de seus dias na terra, você o servirá”. E, daquele momento em diante, éramos dois.
(ADWD, A Garota Cega)
A Criança Abandonada afirma que o preço pela morte de sua madastra, pago por seu pai, foi em dinheiro e em deixar a filha na Casa do Preto e do Branco:
[…] ele veio até aqui e fez um sacrifício, oferecendo toda sua riqueza e a mim. O das Muitas Faces ouviu suas preces. Fui trazida para o templo para servir, e a esposa do meu pai recebeu o presente.
(AFFC, Gata dos Canais)
Todavia, talvez não devamos levar a sério as palavras destas pessoas tão bem treinadas para mentir. Seja como for, o fato é que pessoas de fora da seita reconhecem que o custo pode ser exorbitantemente caro a depender do alvo. E aí chegamos à pergunta do título: o que a Casa do Preto e do Branco faz com tanto dinheiro?
A primeira explicação seria a mais simples:

Custos de manutenção de suas atividades

Os homens sem Rosto viajam mundo afora para matar os mais diversos tipos de pessoas. Então, são necessários recursos para custear este tipo de coisa. São passagens, armas, comida, acomodações e trajes adequados ao disfarce. Há ainda os venenos raros, como Lágrimas de Lys, Sangue de Basilisco, Sonodoce e o que quer que seja que eles ponham no poço do templo:
Venenos. Então compreendeu. Todas as noites depois das preces, a criança abandonada esvaziava um jarro de pedra nas águas do tanque negro.
(AFFC, Arya II)
Além disso, há a manutenção da Casa do Preto e do Branco em si. Fora os custos normais, ainda existem itens especiais como as velas aromáticas cujo incenso traz memórias do passado e conforta as pessoas que estão morrendo:
Aqueles que vêm beber da taça negra estão em busca do seu anjo. Se têm medo, as velas os acalma. Em que você pensa quando sente o cheiro de nossas velas ardendo, pequena?
Winterfell, podia ter dito. Sinto cheiro de neve, fumaça e agulhas de pinheiro. Sinto cheiro de estábulos. Sinto o cheiro do riso de Hodor e da luta de Jon e Robb no pátio, e de Sansa cantando sobre uma estúpida bela senhora qualquer. Sinto cheiro das criptas onde estão os reis de pedra, sinto o cheiro de pão quente assando, sinto o cheiro do bosque sagrado. Sinto o cheiro da minha loba, de seu pelo, quase como se ainda estivesse comigo.
Não sinto cheiro de nada – respondeu, esperando para ver o que ele diria.
Mente – ele disse –, mas pode guardar seus segredos, se quiser, Arya da Casa Stark […]
(AFFC, Arya II)
Entretanto, esta resposta é largamente insuficiente. Mesmo que somadas, nenhuma destas despesas parece justificar o preço dos homens sem rosto. Os valores e sacrifícios exigidos superam em muito qualquer despesa eventual que os assassinos poderiam ter ao longo dos anos.
Sem falar que, a julgar por Jaqen H’aghar, fica parecendo que os agentes da seita improvisam muito quando estão em campo, tendo que arranjar recursos por si mesmo, por vezes perdendo algum tempo trabalhando para consegui-los.
Ainda devemos lembrar que os servos da Casa do Preto e Branco tiram o dinheiro e os bens carregado por aqueles que vêm ao templo para morrer. Portanto, o templo também pode contar com tais “doações”.
Isso nos leva a segunda teoria popular sobre o dinheiro dos homens sem rosto, que seria:

Eles não ligam para o dinheiro

Segundo esta linha de pensamento muito difundida no fandom, o preço estabelecido pela seita não teria relação com seus custos, mas com sua visão de mundo. Exigir um alto preço e/ou um duro sacrifício de seus clientes seria uma forma de não banalizar suas missões.
Neste sentido, o cliente dos homens sem rosto seriam pessoas que não os estariam procurando levianamente, pois saberiam que o preço se baseia em fazer o cliente cortar na própria carne. Caso contrário, como bem colocou um leitor em um fórum, de que outra forma a Casa do Preto e Branco evitaria se tornar uma ferramenta para os ricos e poderosos oprimirem os mais fracos que eles?
Assim, eles não pedem apenas uma quantia em dinheiro. A quantia em dinheiro deve ser extorsiva, quase levando o cliente à bancarrota, para que o cliente, a seita e todo mundo entenda que a encomenda foi um péssimo negócio, em que ambos os lados tenham enormes prejuízos.
Essa linha de pensamento tem várias virtudes. Analisando um caso que conhecemos, o dono da companhia de seguros marítimos morto por Arya, podemos ver isso com certa clareza. Muito prrovavelmente, alguém que deseje ardentemente a morte deste homem é alguém que foi agudamente prejudicado por ele, e que portanto já pode estar até mesmo falido. Nesse caso, seria natural que a guilda exigisse sacrifícios pessoais ao invés de dinheiro.
Mas a linha de pensamento de que os homens sem rosto somente pedem dinheiro como uma forma de autosacrifício também se aplica bem a um caso surgido via teorias de leitores. É muito popular a teoria que afirma que Euron Greyjoy teria pago homens sem rosto para matar Balon e que o preço teria sido um ovo de dragão (aquele que ele disse a Victarion que atirou ao mar).
Uma vez que Euron é conhecido por não ficar com a “parte do leão” de seus saques, caso ele tenha ficado com um ovo de dragão para si, isso pode indicar que o objeto teria um valor relevante para ele. Dessa forma, supondo que a Casa do Preto e Branco tenha exigido exatamente este tipo de pagamento revela que os homens sem rosto estariam sendo coerentes com o conceito de exigir um enorme sacrifício do cliente.
Porém, como vocês podem reparar, esta solução não resolve a questão principal que é para onde o dinheiro vai e não a forma como ele é adquirido. A seita pode não negociar preços pensando no lucro, mas diante dos preços que eles praticam, o lucro virá.
Chegamos então à terceira explicação e de longe a mais popular:

Eles guardam no Banco de Ferro

Todo tipo de teoria da conspiração surge desta ideia, que se subdivide em duas linhas:
  1. Eles são os maiores correntistas do banco e por isso controlam o Banco;
  2. Eles apenas guardam o dinheiro lá.
A segunda hipótese é plenamente risível e não resolve a questão que estamos investigando. Simplesmente haver um cofre no Banco de Ferro que se assemelha ao tesouro de Smaug em Erebor ou ao de Tio Patinhas não tem serventia alguma. Estariam os homens sem rosto acumulando dinheiro sem motivo algum? Não me parece ser verdade.
A primeira hipótese é mais difícil de dissuadir, mas tampouco faz sentido. A história do Banco de Ferro é conhecida e envolve gente demais, com cerimônias demais, para que um segredo dessa magnitude não tenha vazado ao longo da história. Além disso, os modus operandi de ambas organizações é muito distinto um do outro.
Por que uma organização liderada pelos mais letais assassinos do mundo gastariam fortunas patrocinando os inimigos de seus mutuários inadimplentes quando poderia enviar agentes especializados em fazer com que as mortes de seus alvos parecessem acidentes?
“Mas as moedas dos homens sem rosto são feitas de ferro, o que é uma clara alusão ao Banco de Ferro”, alguns dizem. Mas estas pessoas esquecem um simples fato: as moedas correntes em Braavos são todas feitas de ferro (ADWD, A garotinha feia). Todas elas podem ser cunhadas pelo Banco de Ferro, claro, mas o que eu quero dizer é que o fato delas serem feitas de ferro nada revela.
Por outro lado, a forma como o Banco de Ferro está amalgamado com a política de Braavos, tendo ido até Valíria para pagar pelos navios tomados na fuga de seus fundadores – mas não pelos escravos fugidos (TWOIAF, As Cidades Livre: Braavos) – revela que o Banco tem interesses na luta contra escravidão e outras bandeiras braavosis que são totalmente ignoradas pela Casa do Preto e do Branco.
A religião do Deus de Muitas Faces é uma religião de não-intervenção, inerte até que seja provocada por um suplicante que pague o preço. Eles não interveem no mundo exterior, nem escolhem seus alvos como partes de planos deliberados. Ou, como mesmo disse o Homem Gentil:
Não somos mais que instrumentos da morte, não a morte em si. Quando assassinou o cantor, você tomou os poderes do deus para si. Matamos homens, mas não pretendemos julgá-los.
(ADWD, A garota cega)
Assim, os objetivos da Casa do Preto e Branco é algo mais imaterial do que política. O que nos leva à quarta hipótese:

Eles tem um objetivo secreto que exige MUITO dinheiro

Só que ninguém tem ideia de qual seria este objetivo.
Alguns leitores chegam a especular que eles estão de olho nos Outros e que controlar o Banco de Ferro é apenas um meio para enfrentá-los. Segundo este pensamento os Outros representariam uma corrupção da dádiva Daquele de Muitas Faces ao levantarem os mortos. Porém, não há qualquer evidência que fundamente isto.
Sem mais delongas, vamos às minhas conclusões

Minhas conclusões pessoais

Eu não acho que o mistério de para onde vai o dinheiro dos homens sem rosto seja um enigma central em ASOIAF, apenas um detalhe que exige explicação para que a criação de mundo fique redonda.
Não acho que a quantidade de dinheiro que a Casa do Preto e Branco tenha guardada será crucial para a história, tampouco saber onde este dinheiro esta guardado. Por essa razão, eu proponho que este dinheiro tem que ser aplicado de maneira mundana, sem direito a teorias da conspiração complexas.
E eu imagino que este dinheiro tenho uma destinação bem simples: permitir que a Casa do Preto e Branco continue a existir, sem retaliações ou perseguições. Aí você poderia me perguntar “E quem em Braavos iria querer o fim de uma seita tão útil?”. Bem, qualquer pessoa que tenha inimigos.
A simples existência da guilda deve ser um fator de muita tensão na política braavosi. Os ricos e poderosos que levam suas contendas às últimas consequências na cidade devem viver sob a ameaça de que seu inimigo qualquer dia atravesse as portas de ébano e represeiro no centro da cidade. Por outro lado, que Senhor do Mar poderia assegurar que não seria assassinado por seus concorrentes-inimigos a qualquer momento? Ou, ainda pior, alguém de fora de Braavos poderia solicitar o serviço dos Homens Sem Rosto para influenciar na ordem interna da cidade.
Portanto, eu acho bastante provável que todo este dinheiro seja usado pela Casa do Preto e Branco para pagar propinas e “taxas” ao governo de Braavos, ao Banco de Ferro e às famílias nobres mais proeminentes em determinada época.
A sensação de que estavam enriquecendo com as atividades dos homens sem rosto pode dar aos braavosis beneficiados a sensação de que estavam fazendo um investimento de risco calculado ao permitir que a Casa do Preto e Branco continue a operar. Este é o tipo de negócio que combina bastante com a personalidade dos bravosis.
Com efeito, Fogo & Sangue nos deu alguns insights com relação a isso. Quando a cidade entra na mira do Trono de Ferro, após uma troca de ameaças veladas, o Senhor do Mar de Braavos assim resume o jeito braavosi:
Ameaças me incomodam. Os westerosis podem ser guerreiros, mas nós, braavosis, somos negociantes. Vamos negociar.
(F&S, Jaehaerys e Alyssane: Triunfos e Tragédias)
Se isto não lhe soar suficientemente persuasivo, Fogo & Sangue novamente volta a se referir aos braavosis como burgueses heréticos e gananciosos (um ponto de vista certamente carregado com algum preconceito de Arquimeistre Gyldayn):
[…] os braavosis eram um povo pragmático, pois a cidade deles é formada de escravos fugidos onde mil deuses falsos são honrados, mas só o ouro é verdadeiramente adorado. Lucro é mais importante do que orgulho, nas cem ilhas.
(F&S, Sob os regentes: Guerra e Paz e Exposição de Gado)
Estas são as minhas especulações.
O que vocês acham?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.03.17 15:42 r3comeco Estou finalmente deixando para trás o pior ano da minha vida (e sobre como a justiça/polícia não protege alguém que foi ameaçado)

2019 foi o pior ano da minha vida, foi cada desgraça que parecia um filme. Mas o que venho contar aqui é que passei por um relacionamento de quase dois anos que se tornou abusivo e que terminou em julho do ano passado.
A mulher era divorciada e o ex marido não aceitava a separação, muito menos meu namoro com a ex dele. Em dezembro de 2018 ele (com quem nunca tive qualquer relação pessoal) se deu ao trabalho de conseguir meu WhatsApp e me mandar um áudio me injuriando e ameaçando. Ele apagou o áudio e me bloqueou assim que percebeu que escutei, mas eu já tinha salvado o áudio.
No mesmo dia fiz um B.O. Em julho de 2019, dias depois do meu término (e oito meses após a ameaça), me chamam no fórum para uma audiência de conciliação, na qual ficamos eu e ele, sentados lado a lado. Eu já nem queria saber disso, então propus que ele pagasse uma cesta básica a alguma família necessitada para eu retirar a acusação. Com a cara mais lavada, ele disse que não tinha condições. Saímos da audiência juntos, pela mesma porta. O lugar não é muito movimentado, então na rua ele aproveitou para colocar a mão nas minhas costas e fazer uma nova ameaça. Eu estava com um amigo advogado que esbravejou com ele e ele, tal como cachorro, saiu andando depois da gritaria.
Na última sexta-feira, um ano e três meses depois da ameaça, a Polícia me intima para prestar esclarecimentos. Fui lá hoje e assinei um termo de desinteresse com a escrivã me garantindo que não serei mais incomodado sobre este caso. Me sinto leve, sinto que me livrei de uma parte importante desse passado e agora não tenho "vínculo" nenhum com esse cara mais. A escrivã disse que ele não saberá que desisti, então deve ficar esperando ser chamado até esquecer. Mesmo se não for assim, é sobre mim, não sobre ele. Me sinto leve e aliviado, desde sexta estava bem aflito e ansioso para hoje, imaginando que teria que me encontrar com o salafrário de novo e que não seria simples apenas deixar a acusação pra lá. Estou contente que não foi assim.
Agora, algumas reflexões:
  1. Fui ameaçado e a única vez em que estive pessoalmente com o cara foi porque a justiça me colocou nesta situação;
  2. Um ano e três meses depois, não houve qualquer indício de defesa à minha integridade por parte das instituições, nem qualquer punição ao ameaçador;
  3. Vejo muita gente desesperada por relacionamentos neste sub. Eu, aos 22 anos, nunca tinha namorado e iniciei este relacionamento. Fui muito feliz, amei minha ex e não me arrependo, pois vivi muitas coisas e adquiri muita experiência, mas os traumas também ficam e penso que se eu tivesse mais amor próprio e ponderasse mais, não teria entrado em um monte de roubada. Então, amigos, cuidado com o que desejam;
  4. Não sejam escrotos e aceitem términos, principalmente os homens. Além disso, ensinem os filhos de vocês a não serem machistas e a entenderem que as mulheres têm direito sobre elas mesmas.
É isso! Me sinto mais leve para seguir em frente.
submitted by r3comeco to desabafos [link] [comments]


2019.12.13 20:46 altovaliriano R+L=J

Esta é uma tradução do guia de referência criado pelos usuários do fórum do site Westeros.org para resumir os argumentos consolidados em favor da teoria que afirma que Jon Snow é filho de Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark.
A redação do texto original é bastante informal, estilo que mantive na tradução.
Todos os links nesta postagem levarão a sites e mídias em língua inglesa e alguns estão quebrados.
-----------------------------------------------------------
GUIA DE REFERÊNCIA
A teoria R+L=J afirma que Jon Snow é muito provavelmente o filho do príncipe real Rhaegar Targaryen e da irmã de Ned, Lyanna Stark.
O site Tower of the Hand tem uma excelente análise desta teoria: Jon Snow’s Parents
E a Citadel do site Westeros também fornece um resumo: Jon Snow’s Parents
Em “A Wiki of Ice and Fire”: Jon Snow Theories
No podcast Radio Westeros: A Dragon, a Wolf and a Rose
No artigo do usuário Kingmonkey: R+L=J

PERGUNTAS FREQUENTES:
Como Jon pode ser um Targaryen se fogo comum queimou sua mão?
Targaryens não são imunes a fogo. É um mito que foi desacreditado pela lista de Targaryens que foram queimados. Danaerys ‘a não-queimada’ continuava incólume após chocar os ovos de dragão, mas isso não a impediu de se queimar em outras ocasiões. Veja esse tópico acerca da imunidade ao fogo dos Targaryens.
Todos os Targaryens não têm os cabelos prateados e olhos púrpura característicos dos Valirianos?
Nem todos: Valarr e a Rainha Alysanne tinham olhos azuis. Açoamargo que, como Jon, era do sangue dos Primeiros Homens, tinha cabelo castanho. Baelor Quebra-lanças e seu(s) filho(s) e a própria meia-irmã de Jon, Rhaenys, tinham visual dornês (cabelo escuro, olhos negros, pele cor de oliva). Todos os três filhos de Rhaenyra Targaryen tinham cabelos castanhos e olhos castanhos, ainda que ambos os pais tivessem alvos cabelos prateados.
Caso Jon tivesse traços valirianos, seu parentesco seria revelado: “Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava. Quem quer que tenha sido sua mãe, pouco dela ficara no rapaz” [Pensamentos de Tyrion em AGOT]. Contudo, Tyrion entendeu errado a parte da mãe: a mãe dele era a Stark.
Se Jon não é filho de Ned, então por que eles se parecem tanto?
Jon parece muito com Arya, e Arya parece muito Lyanna. Jon é sobrinho de Ned, e Lyanna e Ned eram parecidos.
Ned é honrado demais para mentir. Se ele diz que Jon é filho dele, isso não significa que ele é?
Ned conta a Arya que às vezes mentiras podem ser honrosas. Suas palavras finais, uma confissão de culpa, foram uma mentira para proteger Sansa. Enquanto uma mentira pode ser honrosa, trair sua esposa não é, de modo que a famosa honra de Ned indica que Jon não é seu filho.
Como Jon pode ser meio Targaryen e ter um lobo gigante?
Ele também é meio Stark, por parte de Lyanna. Os filhos legítimos de Ned são meio Tully e isto não os impediu de ter lobos gigantes.
Por que Ned nunca pensa em Lyanna como sendo a mãe de Jon?
Ned nunca pensa em ninguém como sendo a mãe de Jon. Se ele pensasse, não haveria qualquer mistério. Ele menciona ‘Wylla’ para Robert, mas nós não o vemos pensando em Wylla como sendo a mãe de Jon.
Há uma pista de quem seria a mãe de Jon: No capítulo 4 [de AGOT], o monólogo interno de Eddard diz “Lyanna […] Ned amara-a de todo coração.” e no capítulo 6, Catelyn pensa “Quem quer que tivesse sido a mãe de Jon, Ned devia tê-la amado ferozmente […]”.
Por que Ned não teria contado ao menos a Catelyn?
Nós não temos uma lista das coisas que Ned prometeu a Lyanna, mas sabemos que ele leva suas promessas a sério. Talvez ele tenha prometido não contar a ninguém. No capítulo 45 [de AGOT], Ned está incerto sobre o que Cat faria se a situação chegasse a um impasse entre a vida de Jon e a dos próprios filhos. Se Catelyn soubesse que Jon era filho de Rhaegar, ele poderia achar que mantê-lo em Winterfell representava um sério risco para seus filhos. De todo modo, Catelyn não precisava saber, de forma que talvez Ned tenha optado pela solução mais segura.
Ned não se referiu a Robb e Jon como “meus filhos” logo no primeiro capítulo [de AGOT]?
Em diálogo, mas não em pensamento. Ned está guardando segredo sobre o parentesco de Jon. Ele nunca pensa em Jon como seu filho: No capítulo 45 [de AGOT], Ned pensa em suas crianças “Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon” e explicitamente exclui Jon da lista. O capítulo 34 de ADWD mostra a visão que Bran teve de Ned mais jovem no bosque sagrado de Winterfell: “… deixe-os crescerem juntos, como irmãos, com apenas amor entre eles – rezou -, e deixe minha senhora esposa encontrar perdão em seu coração…”, o que não faz nenhum sentido se eles fossem irmãos.
Uma vez que Rhaegar já era casado, Jon não continuaria sendo bastardo?
Pode ser que sim, ou não. Existia uma tradição de poligamia entre os Targaryen no passado, motivo pelo qual a possibilidade de que Rhaegar e Lyanna tenham casado não pode ser facilmente descartada. Um argumento a favor da legimidade é o seguinte: A presença de três guardas reais na Torre da Alegria é melhor explicada se eles estivessem a defender o herdeiro do trono, o que Jon somente seria se fosse legítimo.
Temos certeza de que poligamia não é ilegal?
Aegon I e Maegor I praticaram poligamia. Em Westeros, diferentemente do que ocorre em uma monarquia constitucional, a realeza não está sujeita à lei. Portanto, se houvesse uma lei contra, ela não se aplicaria aos Targaryens: No capítulo 33 [de ACOK] afirma-se que “tal como seus dragões, os Targaryen não respondiam nem perante os deuses, nem perante os homens”. Exemplos demonstram que a poligamia era considerada opcional para os Targaryen: Aegon IV e Daemon Blackfyre supostamente aceitaram-na em relação ao próprio Daemon, Jorah Mormont a sugeriu para Daenerys como uma opção viável, e esta disse o mesmo para Quentyn Martell.
George R.R. Martin disse neste SSM: “Se você tem um dragão, você pode ter quantas esposas quiser”. Há também esse SSM anterior ao livro do mundo [TWOIAF].
[Veja o] ensaio On Polygamy pela usuária Ygrain com acrescímo da usuária Rhaenys_Targaryen
Os guardas reais não estavam na Torre da Alegria obedecendo ordens de Aerys de vigiar Lyanna como uma refém?
Se este fosse o caso, por que aparentemente eles não fizeram movimento algum para usar esse recurso contra Robert e Ned? Alguns leitores argumentam que os votos da guarda real deveriam ter precedência sobre essas ordens e forçado os guardas reais a deixar a Torre da Alegria para proteger Viserys quando ele se tornou o herdeiro — a não ser que outra pessoa fosse mais importante (Jon). Outros pensam que eles estavam vigiando Lyanna como uma refém na Torre da Alegria. Alguns dizem que isso não faz muito sentido: ela seria uma refém melhor vigiada em Porto Real, sem a necessidade de envolver guardas reais. A mera presença de três guardas reais sugere algo mais importante: proteção de membros da família real ou mesmo do herdeiro.
Leituras frequentemente sugeridas: At the tower of joy pelo usuário MtnLion e support of the toj analysis pela usuária Ygrain.
Não há um SSM que diz que os 3 guardas reais estavam seguindo as ordens de Rhaegar?
O SSM a que está se referindo é provavelmente este: “Os guardas reais não podem inventar as próprias ordens. Eles servem ao rei, eles protegem o rei e a família real, mas eles também estão obrigados a cumprir as ordens deles todos e, se um príncipe deu a eles uma determinada ordem, eles a cumprirão. Eles não pode dizer, ‘Não, nós não gostamos dessa ordem, faremos outra coisa’.”
Nós sabemos por Barristan que proteger o rei é o primeiro e mais importante de todos os deveres da guarda real. Jaime sugere que outro guarda real fique com o rei quando ele pretendia partir para o Tridente e nós soubemos de um ritual que é realizado quando todos os guardas reais se reúnem e o rei está sendo protegido por alguém que não pertence à ordem.
“Proteger x Obedecer” é um objeto de debate que está longe de ser resolvido antes que tenhamos mais informações. Ambos os pontos de vista são compatíveis com R+L=J.
Viserys não teria a precedência de qualquer jeito? Rhaegar morreu sem se tornar rei, e o livro do mundo [TWOIAF] não chama Viserys, ao invés de Aegon, de novo herdeiro de Aerys?
Não. No caso de o filho mais velho morrer antes do rei, um neto viria antes do filho mais novo. Mesmo que o neto ainda seja um nascituro ao tempo da morte, ele ainda sucederia (herdeiro aparente x herdeiro presuntivo). O livro do mundo é escrito com viés Lannister (pode ser uma propaganda para minar o suporte dornês aos Targaryen) e em retrospectiva pelos meistres, que nunca chegaram a saber de tudo que sabemos dos sonhos e memórias de Ned. Ainda que o alegado fosse verdade… veja a próxima resposta.
As questões sucessórias são tão claras quanto apresentadas aqui?
As disputas sucessórias são parte do jogo de poder medieval e mesmo uma herança muito evidente poderia ser contestada. Então talvez as coisas tenham acontecido em Porto Real tal como narrado no livro do mundo. Rhaegar e Aerys poderiam ter diferenças no que concerne à sucessão. Rhaegar contou a Jaime antes de partir para o Tridente que pretendia chamar um conselho, e os Grandes Conselhos do passado haviam lidado com questões sucessórias. Quem teria aceitado tal mudança, porém, é uma questão que vale a pena perguntar.
Ned está morto. Quem vai contar isto a alguém?
Corvo de Sangue e Bran podem ter ficado sabendo por meio da rede de represeiros. Benjen pode saber. O ‘cranogmano de Checkov’, Howland Reed, é o único sobrevivente do confronto na Torre da Alegria, e George R.R. Martin afirmou que ele ainda não apareceu porque ele sabe demais sobre o mistério central dos livros. “Tinham-no encontrado ainda abraçado [Ned] ao corpo dela [Lyanna]” indica que havia alguém mais além de Howland para encontrar Ned.
Por que isso é importante? Que impacto isso pode ter na história?
O cuidado com que o mistério do parentesco de Jon foi criado é razão suficiente para acreditar que isso é importante. Que impacto isso terá no resto dos acontecimentos é ainda desconhecido.
Essa teoria é muito óbvia e pessoas demais acreditam nela como se fosse um fato. Como pode ser verdade?
Não é tão óbvio para a maioria dos leitores. Alguns percebem na primeira leitura, mas a maior parte não. Leitores que vão a fóruns online de fãs, como este [asoiaf.westeros.org], são apenas um pequena minoria do total de leitores. Além disso, A Guerra dos Tronos foi publicado em 1996. Isso corresponde a mais de 20 anos de leitores podendo juntar as peças desse mistério. Esse tipo de desvendamento colaborativo-cibernético de mistérios inevitavelmente faz com que mistérios solucionados pareçam mais óbvios em retrospectiva.
George R.R. Martin é o destruidor de tropes, não pode haver um príncipe oculto, é simplesmente cliché demais.
Para que uma trope seja desfeita ela precisa ser introduzida em primeiro lugar. Não se sabe ainda o que acontecerá a Jon no futuro. Ser filho de Lyanna e Rhaegar não implica no final feliz de contos de fada associados à trope do príncipe oculto.
Há uma lista de todas as pistas de R+L=J já encontradas?
Existe a list of R+L=J hints, clues and foreshadowing [link quebrado], compilada pelo usuário sj4iy.
Uma vez que esta teoria foi tão bem explicada, Martin mudará o desfecho da história para surpreender seus fãs?
Ele afirmou que não mudará o desfecho da história só porque algumas pessoas juntaram todas as peças e resolveram o quebra-cabeça.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.07.24 21:08 Gueixa Conselhos de uma ex-garota de programa sobre sexo e relacionamentos

Olá a todos meus queridos e queridas do Reddit! Eu sou a Gueixa e já fiz um desabafo aqui antes:
https://www.reddit.com/desabafos/comments/c24bdn/fui_garota_de_programa_e_não_me_arrependo/

Nesse meu segundo desabafo eu vim aqui comentar sobre um pouco do que tenho lido nessa maravilhosa comunidade.
AVISO!!! OLHA, vou avisar que é um TEXTÃO. Desculpe por escrever tanto, sei que muita gente não gosta, prometo q será a última vez que escreverei tanto assim. Mas eu quis abordar alguns tópicos q vi aqui sendo recorrentes e responder aqui dúvidas que recebi inbox e no chat.
Vejo muita gente com problemas de relacionamento, querendo aprender sobre sexo, perder a virgindade e outros temas, infelizmente não posso acompanhar todos. Sempre que posso leio e comento, mas a vida de mãe solteira não me permite sempre porque meu filho ta sempre aprontando e eu preciso ficar de olho, amo muito ele. S2
Mas deixando o meu lado mãe coruja de lado, eu vim aqui pra dar uma palavra amiga a vocês que estão com problemas de relacionamento e estão se encontrando no sexo.
Como ex garota de programa, o q eu aprendi dos homens que me procuravam: virgens, casados, solteiros, viúvos é que a conexão é o que faz as pessoas ficarem juntas. O q muitas vezes mantem a relação mais do q sexo são os laços construídos, as memórias, momentos.
Então pra quem está se relacionando ou quer se relacionar, tente sempre criar boas memórias, bons momentos juntos com a pessoa q vc gosta ou está interessada, fuja da rotina, inove no que puder. Seja sempre que possível transparente, converse, ouça, preste atenção, mostre que está junto com a pessoa.
Pode parecer bobo, mas faz toda a diferença. As vezes um beijo, um carinho valem mais que mil palavras. Mostre que vc gosta, mas não esqueça de vc também, NÃO VIVA PARA A PESSOA, MAS COM A PESSOA.
Meninos virgens: calma! Sexo não é tudo! Ser virgem não é o fim do mundo! Vc não precisa se preocupar em perder a virgindade cedo pq seus amigos perderam antes de vc. Relaxa. Não se apresse, pesquise sobre como dar prazer a uma menina, quando chegar ao momento, curta e não fique apressado em gozar ou meter. Escute a Tia Gueixa pq sabe das coisas, rs.
Se for perder a virgindade com uma garota que NÃO FAZ programa, seja sincero com ela, vá devagar, esqueça tudo q vc viu nos filmes pornos, aquilo lá não é realidade!
Vc não é o Kid Bengala e nem precisa ser. Um pau daquele tamanho machuca e assusta as mulheres normais. Quanto ao tamanho do pinto, não se sinta mal, saiba usar tudo q Deus te deu como a boca, dedos, tenha pegada q conta muito. E esteja cheiroso. Cheiros é muito importante pra nós, mulheres, ao menos pra mim é , rs.
Quando for transar, aproveite o corpo dela. Mostre q está gostando. Elogie o corpo dela, seja gentil e carinhoso. JAMAIS FORCE. Vai por mim, mulheres gostam de serem bem tratada, afinal quem não gosta?
Pense que é um parque de diversões e explore. Beije a boca com vontade, o pescoço, atrás da orelha, beije os mamilos dela, a barriga, a vagina, o bumbum, explore o corpo dela. Não pense só em meter.
Capriche nas preliminares!Se puder, aprenda a fazer massagem q é um diferencial! (eu por exemplo, adoro!)
Se for perder a virgindade com uma garota de programa pesquise preços, lugares acessíveis a vc, q tipo de serviço ela oferece, formas de contato, de pagamento e etc.
Uma boa ferramenta pra isso são os fóruns de garotas de programa. Existem alguns conhecido como o Gp Guia, Fórum X, Gp Arena, Fórum Cutuca, Fórum SD, Fórum Gp Luxúria.
Tem garota de programa q anuncia no Twitter, Facebook, procure lá pra se informar sobre elas. Procure sites de anuncio como Rio Encontro, Amantes e Cia, Photoacompanhantes, Viva Local.
Entre em contato, seja gentil e tire as dúvidas com ela. Não tenha medo de parecer inexperiente. Ninguém nasce sabendo!
Meninas: masturbem-se, conheçam seu corpo, não tenham vergonha, se deem prazer pq devemos nos amar em primeiro lugar.
E claro, quando transarem deem prazer aos meninos pq sexo é feito por 2 (ou mais) pessoas então TODO MUNDO TEM QUE GOZAR.
Reciprocidade é importante. Quando fizer oral dê aquela chupada olhando eles, capricha chupando toda a area do pau, lambendo a cabeça, o saco...Ele adoram! E se o cara curtir faz beijo grego, fio terra. Nada que der prazer COM consentimento é errado. Mas só se eles derem brecha, NÃO FORCE, se não derem continue com o que ele gosta. A reboladinha na sentada é certeira, dar uns sussurros, gemidos, até arrepia, ai ai...
O q aprendi nesse meio é que os homens gostam de serem ouvidos, gostam de atenção. Deem carinho a eles, escutem pq tem muito menino frustrado e desacreditado no amor e nos relacionamentos. Mas nunca se esqueçam q vc só deve fazer algo se vc se sentir bem.
Não curte anal, então não faz. Vc não existe só pra satisfazer outra pessoa. Ele terá que entender, afinal o cu é seu, rsrssrsrsrs
Não faz nada que vc NÃO curte, deixe isso claro. Agora se quiser experimentar algo novo, converse, pesquise e vai a luta!Sempre converse sobre fantasias, sempre deixe bem claro seus gostos.É melhor sempre ser transparente pra não haver mal entendido depois. Acima de tudo, divirta-se! Relaxa e goza!
Desculpem o textão, me desculpem quem não curte textos longos, se esqueci de algo depois falo.Agradeço a todos vcs pelo carinho, pela atenção, por me lerem, por serem tão gentis
.A partir de agosto vou ficar ausente aqui, então quis deixar algo pra vcs se lembrarem e se sentirem um pouco melhor. Beijos pra todos vcs!!!!
submitted by Gueixa to desabafos [link] [comments]


2019.01.04 14:40 mrBatata O wage gap continua a ser um mito: revisited

Ok no meu último post houve algumas críticas com argumentos bastante sólidos os quais não me foi possível responder atempadamente especialmente por que fui ler os artigos associados. Achei por bem também partilhar com o sub visto que respondendo individualmente ia ser mais moroso e muitos não iam ver pontos contra o meu argumento que partilho em baixo. (Tirei excertos e fiz link das respostas para não ficarmos com uma parede de texto substancialmente maior)
Notas:
(fim das notas)

TL;DR

No post anterior simplifiquei um problema que não é tão linear.
Mas basicamente não encontrei nada que suportasse a ideia de discriminação ACTIVA contra o sexo feminino, contudo o wage gap nos casos em que depois de ajustado ainda existe pode ser explicado pela maternidade e decisões que a antecedem.
A tarefa de ter um filho influencia as escolhas e tempo gasto no trabalho, à medida que a mulher envelhece a wage gap volta a reduzir novamente. Em bastante suma https://youtu.be/13XU4fMlN3w

TL;DR2

Ver ultimo paragrafo #Reflexões

 

Intro

Antes de mais importa esclarecer que tanto o título deste post como o do anterior são propositadamente click-baity em que apesar de ter havido muita gente a ler o meu texto na íntegra houve muitos outros que pouco ou nada leram. Escrevi este post porque acho importante mostrar outros argumentos que não se alinhem com o meu ponto de vista, ou até de outros, especialmente num mar de desinformação e tempo e atenção limitados. O título transmite que o wage gap é inexistente a verdade é um pouco mais complexa como alguns utilizadores apontaram e bem. Eu pelo que li nesta segunda passagem fiquei com uma ideia mais clara do que é que pode estar a acontecer e falo dela no final.
No meu post original centrei o meu argumento em que ajustando para várias variáveis o wage gap começa a desaparecer. Apesar de isto ser verdade não representa a imagem completa mas dá uma ideia de que a frase “as mulheres não recebem o mesmo que os homens” é muito provavelmente falsa. E este era o ponto em que me devia ter apoiado, porque para além disto ser ilegal nos países em que o “Wage Gap” está em vogue, não há (pelo que já li) provas de que isto seja verdade CONTUDO existem outros fatores que a podem tornar verdade. Um deles foi apontado no post gilded do u/davidpinho (em que apresento um excerto)
Tu não leste as tuas próprias fontes, isso é certo. Por exemplo, no artigo sobre diferenças sobre produtividade diz: [...] Uma explicação plausível para a discriminação, se bem que ainda não provada:
This age path suggests that the pay gap between men and women without children but of childbearing age is due to statistical discrimination: if productivity falls with motherhood but employers cannot lower wages when women give birth, then employers may offer lower wages to productive women in anticipation of motherhood
Em que Statistical discrimination significa:
Statistical discrimination is an economic theory of racial or gender inequality which results when economic agents (consumers, workers, employers, etc.) have imperfect information about individuals they interact with. According to this theory, inequality may exist and persist between demographic groups even when economic agents are rational and non-prejudiced.
Isto é uma possibilidade, que falo mais à frente. Os empregadores têm certamente a oportunidade de o fazer. E como indicas:
”Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão.”
Deixo também os pontos da conclusão do u/davidpinho que também são bastante pertinentes:
  • Isto é só um estudo, não se pode olhar só para um. A grande maioria dos estudos encontra a mesma coisa: há diferenças de salários depois de controlar por outros fatores, se bem que a diferença é relativamente pequena.
  • Quero fonte para "Em muitos ajustes é a mulher que ganha mais do que o homem pelo mesmo trabalho e com a mesma formação". Não é isso que a maioria da literatura parece mostrar e não deste fonte específica para isso.
Não encontro a que me referia por memória(colocarei se encontrar) sei que já a li há mais de 2 anos. Entretanto:
  • Não podemos assumir automaticamente que há discriminação só porque há uma 'gap' que continua a existir. Pode haver outros fatores que causam as diferenças salariais, mas...
  • ...também não podemos automaticamente assumir que a discriminação não existe só porque a 'gap' desaparece depois de ajustes. Isto acontece porque, por exemplo, é possível que as mulheres tenham mais empregos part-time por serem discriminadas quando tentam arranjar empregos a tempo inteiro.
  • Existindo diferença salarial, é possível que a discriminação seja "racional", tal como foi aludido no artigo (a tal "discriminação estatística"). Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão. Isto é para dizer que a discriminação pode existir sem que os empregadores estejam a deitar dinheiro fora, as duas coisas não são mutuamente exclusivas.
  • Conclusão: isto é um assunto complicado e ainda nada está definitivamente explicado, para de mandar bitaites sobre coisas que não leste.
(Sim, não li na íntegra antes de escrever o texto leio várias coisas ao longo do ano é me quase impossível voltar a encontrar o que quero utilizar para justificar o meu ponto o artigo tinha pontos contra e a favor de ambos os argumentos, daí é que o diálogo é bastante importante na minha opinião, graças ao meu post anterior tomei conhecimento de outros pontos de vista que desconhecia. Um “bitaite” não é apenas uma afirmação sem sentido é uma afirmação de uma interpretação da realidade do observador. Não vou deixar de ter uma opinião se não sei todos os factos, contudo admito que a maneira que escrevi o meu post não foi a melhor e transmitiu uma ideia errada)
Algo que me apercebi com o post anterior e uma das razões que estou a fazer este é que isto é um problema que parece bastante simples mas na verdade é bastante mais complexo e envolve várias áreas (economia, política, gestão, biologia, cultura, psicologia (preferências pessoais)) como uma crise financeira este é um problema que não se resolve com um “dá-se mais dinheiro”. E isto é em parte o que irrita mais nesta situação que não é exclusiva ao “wage gap”, tendemos agora mais do que nunca a pegar em assuntos complexos e simplificá-los a um absurdo que deixa de ter sentido e descarrila completamente o debate. Existe também bastante “desinformação” sobre todo o tipo de assuntos (p.e: a própria Forbes fala contra e a favor do wage gap a vox também) e existe também quem espalha e lucra com contra informação (um dos exemplos mais famosos vem da industria de carvão nos EUA a emitir “estudos” que desprovam o efeito estufa e o aquecimento global).
Recomendo verem este curto vídeo sobre este mesmo tema chamado de “cigarros, slots e outras coisas não viciantes”.
 
Todos concordamos no entanto (salvo algumas exceções não devidamente fundamentadas) é que quando se ajusta para vários fatores a “gap” começa a desaparecer.
Em quase todos os artigos que li não vi mencionado é haja qualquer regra que se aplique irá a mesma mudar alguma coisa?
Talvez olhar para soluções para o que vemos como um problema nos possa mostrar de onde ele realmente vem. Vamos assumir então cenários EXTREMOS para termos uma ideia geral para onde as coisas inclinam.
Primeiro cenário:
  • Todas as empresas são obrigadas a ter quotas de sexos
As empresas vão se sentir pressionadas para balançarem produtividade com números, para além de que seria inconstitucional despedir o excesso de homens ou mulheres (sim há empresas com mais mulheres que homens).
Uma empresa de obras por exemplo; imaginemos que têm 100 empregados dos quais 5 são mulheres essa empresa seria agora forçada a contratar 90 mulheres para manter o balanço.
Estas empresas vão querer mulheres que tenham conhecimento de bricolage e construção que consigam transportar e mover cargas pesadas, vamos assumir que a própria empresa nem se importa de oferecer a formação. Existem algumas mulheres fortes que conseguem ser tão produtivas fisicamente como um homem mas quantas é que existem numa população de 10 milhões? Certamente que não estão distribuídas igualmente pelo país. E dessas quantas é que querem trabalhar em obras? A empresa pode forçar os homens a fazer o trabalho forçado e deixar as mulheres fazer o mais fácil mas durante quanto tempo é que isso é sustentável? Uma empresa destas tem de alocar vários empregados para vários locais e certos trabalhos são mais exigentes fisicamente do que outros. A empresa também pode ter as mulheres “encostadas na box” apenas para manter a quota mas isso não só é queimar dinheiro como ia rapidamente tornar-se num pesadelo de discriminação.
Vamos agora ver por exemplo um cabeleireiro; imaginemos que têm 5 mulheres este salão tem agora de contratar 5 homens para lá trabalharem. O salão vai querer contratar gays para manter um ambiente convidativo para mulheres (um cabeleireiro para muitas mulheres(>40 maioritariamente) é como um “fórum” onde podem interagir com outras mulheres, especialmente fora das cidades) Com >1% da população sendo homossexual não vai ser nada fácil para estes negócios encontrarem homens que consigam OU QUEIRAM ser cabeleireiros.
Mas em ambos os casos estas são as menores preocupações que as empresas enfrentam, os custos passam a ser um problema bastante sério. As empresas vão demorar e gastar bastante a treinar os novos empregados e quando os tiverem treinados não vai haver contratos externos/compras/serviços suficientes para ter todos eles a trabalharem logo vão ter de aumentar os preços, ou seja todas as empresas aumentam os preços (isto assumindo que todas as empresas conseguem encontrar pessoas para preencher o trabalho) Quero ver como é que depois convencemos a união europeia a nos dar mais euros para combater a inflação criada. Nem sequer mencionei os trabalhos que requerem formação avançada tipo medicina ou aviação em que as capacidades e não o sexo é que importam.
Segundo cenário:
  • Paga-se mais às mulheres do que aos homens, para fechar o “gap”
Primeiro não sei como é que vão conseguir fazer passar isto pelo tribunal constitucional. Uma solução possível era os homens fazerem menos horas. Isto ia ser no mínimo anedótico. Mas assumamos que passava a acontecer o que é que aconteceria?
Se as empresas tiverem de pagar mais às mulheres para diminuir a “diferença” os homens vão procurar outras formas de fazer mais dinheiro e/ou não se vão dedicar tanto à vida profissional porque não existe um incentivo para isso
Algo que todos sabemos mas parece que nos esquecemos uma parte do que leva homens a seguir empregos bem pagos é que podem usar o dinheiro e podestatus na estratégia sexual (antes de descartarem esta ideia como ridícula pensem em quantas e quais mulheres existem que estão a fim de suportar o parceiro monetariamente? E dessas quais é que querem viver com um homem com um status inferior ao delas?)
A estratégia sexual, na minha opinião, influencia provavelmente mais do que pensamos. Infelizmente não consegui encontrar literatura sobre isto a não ser livros e não estatística.

 

Outro ponto apontado por u/salazarcadositio oi a minha falta de objetividade quando digo que o wage gap é um mito e em que se me estou a referir às falas do "clássico 78 cêntimos do dólar" em que providencia este artigo do washington post.
Ou caso estivesse a dizer que o wage gap era mesmo um mito e não existia de forma nenhuma, em que mencionou o post do u/gattaca_now e que expande:
Sendo uma diferença entre dois valores estatísticos, o wage gap é real e existe. Podes é discordar acerca das razões pela qual ele existe e se são justas ou não, mas a diferença estatística existe, é factual.
A média salarial dos homens é mais elevada que a média salarial das mulheres. Este parece ser um problema comum a discussões de assuntos mais ou menos sérios. Não se define bem do que se está a falar à partida e depois tens pessoas a falar um para o outro mas de coisas diferentes. Já começas a ter muitos exemplos disso nos comentários.
Mas isto é uma discussão importante de se ter. Pelo que vejo do teu post acho que estás a dizer que a noção de wage gap não existe como a ideia de que "para o mesmo trabalho uma mulher recebe 78 cêntimos de dolar de um homem" o que eu concordo em grande parte. Mas aceitas que existem diferenças salariais e que estas advêm de questões culturais e biológicas.
A questão de combater o wage gap, quando abordada de forma séria e para lá do soundbite dos "78 centimos", é essa mesma, que para lá do soundbite dos "78 centimos". As questões culturais que fazem com que assim seja e se elas são legitimas ou se devem ser mudadas.
As horas de trabalho que falas, os tipos de carreiras que predominam mais num sexo do que no outro, e as responsabilidades familiares que as mulheres assumem. São essas as questões culturais que se devem discutir neste assunto.
Muitas vezes este assunto acabe em: "devem existir igualdade de oportunidades entre os sexos mas não igualdade de resultados". E que no panorama geral das sociedades ocidentais isso já se verifica. Eu concordo com a premissa mas discordo que já lá tenhamos chegado.
Alguns exemplos: * As mulheres ainda são quem a maioria do trabalho domestico num contexto familiar. Fonte.
  • Ainda existem fortes estereótipos e expectativas associadas com ambos os sexos que afunilam cada um para certos campos Fonte
  • As mulheres continuam a ser prejudicadas a longo prazo pelo facto de terem filhos Fonte
Todos estes fatores influenciam o tal wage gap que existe. Podemos discutir como sociedade se são fatores que devemos ou não mudar. Se são ou não coisas que se devem deixar á escolha pessoal de cada um com as consequências que isso trará para a sociedade. Essa é a verdadeira discussão a ter neste assunto.
Concordo!
Mas tudo isto não tem em conta a parte mais importante: as diferenças biológicas entre os sexos. Mais concretamente diferenças neurológicas, que são uma surpresa para muitos. Esta explica bem porque é que as mulheres preferem trabalhar com pessoas e os homens com coisas.
Isto está longe de ser aceite como facto. Se tiveres uma fonte gostaria de ler mas nunca vi nada que fosse capaz de ligar a biologia a esses efeitos sociais de forma conclusiva.
Tenho sim apesar de que provavelmente não deveria ter dito a primeira parte.
Com esta merda de querermos ser todos iguais estamos completamente a ignorar as nossas limitações biológicas e culturais e em muitos casos a danificar o progresso que tanto queremos fazer.
Concordo que a discussão precisa de ser melhor mas "esta merda de querermos todos ser iguais" continua no meu ponto de vista a ser um objetivo nobre e bom para a sociedade. As limitações culturais estão nas nossas mãos mudar e as biológicas não parecem ser de todo impedimento para que o façamos.
O “querermos ser todos iguais” é mais o queremos igualdade de resultado ou mais privilégios de forma egoísta.

 

O u/rui278 e outros também apontaram e bem para a questão biológica de Inato ou Adquirido E, isto é, algo que só saberemos em 2066 quando o estudo de Peter B. Neubauer for publicado. Mas por algumas fugas de registros censurados(=redacted) parece que a biologia afecta mais do que o ambiente. Esse psicólogo tem alguns trabalhos bastante interessantes sobre desenvolvimento btw. Entrei novamente numa tangente.
[...]Ou seja, o wage gap não é um problema in of itself, é uma consequencia dos vários problemas de base na nossa sociedade que puxam os homem e mulher para terem posições diferentes na sociedade. Em teoria deveria ser +/- equiprovavel encontrar homens e mulheres na mesma posição (o único fator relevante que diferencia entre homens e mulheres é mesmo as licenças de natalidade, mas lá está, também há uma pressão grande para serem os 6 meses gastos pela mulher, quando splits do tempo deveriam ser perfeitamente normais e também ajudariam a fazer com que isso fosse menos fator).
Eu muito antes disto tudo concordaria contigo na primeira parte (no final estamos de acordo), deveria ser natural encontrar homens e mulheres igualmente distribuídos mas se avaliarmos a nível de estratégia não faz muito sentido. Imagina que éramos todos hermafroditas ou seja podíamos escolher fecundar ou ter bebés; ok aqui era tudo definitivamente igual. Então o que teria mais peso neste cenário? A gestação. Iria requerer bastantes cuidados da pessoa que decidisse dar à luz. Portanto interessa-me várias coisas:
  • evitar situações de risco ao máximo
  • ter um parceiro que me pudesse suportar
  • ter um maior controlo sobre o meu futuro
  • e não ter compromissos
Estas são as regras para ter uma estratégia bem-sucedida quantas menos tiver mais precária se torna a minha posição. Agora isto também depende bastante do parceiro que escolher se ele não se comprometer fico na merda e pior do que estava porque agora tenho um parasita dentro de mim. E na vida real vemos isto todos os dias, as mulheres decidem com quem ter sexo (ou não) e os homens decidem com quem se comprometer. As nossas diferenças biológicas (PELO MENOS SEXUAIS) influenciam as nossas decisões e comportamentos. Claro que isto é oversimplified mas acho que dá para dar uma imagem de porque é que acho que esse é o caso.

 

Quanto ao [comentário]() da u/grilledpotato90 :
Antes de mais, peço desculpa pela formatação, pois estou a escrever no telemóvel. Segundo esta estatística da OCDE (https://stats.oecd.org/index.aspx?queryid=54757) as mulheres portuguesas, no total, trabalham mais 90 minutos por dia que os homens. O que é que isto tem haver com a Gender Gap? Bem, se analisarmos o total de minutos por dia de unpaid labour, conseguimos observar uma discrepância enorme entre géneros (M 96.3 min/dia e F 328.2 min/dia). Eu acho que é aqui que está a origem e a justificação do Gender Gap. Os homens e as mulheres não dividem por igual (50/50) as tarefas domésticas.
Sim! Concordo, vês que as mulheres passam bastante mais tempo em trabalhos não remunerados (232 minutos ou 3 horas e 52 minutos a mais do que os homens ou 5:28 no total (estamos atrás do méxico em n1 e da índia em n2)) do que os homens (que gastam no total 1h:36m) e que os homens passam 141 minutos (2 horas e 21 minutos) a mais do que as mulheres em trabalhos remunerados. E está presente em TODOS os países nessa fonte. O que sugere que poderá ser mais do que um aspecto cultural.
Mas também vejo discrepâncias especialmente na Suécia, na Dinamarca, na Noruega e na Holanda os Homens trabalhem tanto mais em trabalho pago que acabam no total por trabalhar muito mais tempo que as mulheres, estamos a falar de países bastante balançados a nível de sexo. O que é estranho. Será que os homens estão a compensar por algo? Outra coisa, nós também não conseguimos dizer o que tem mais peso no trabalho não remunerado:
Time spent in unpaid work includes routine housework, shopping, care for household members, child care, adult care, care for non-household members, volunteering, travel related to household activities, and other unpaid activities. Sem querer atirar areia à cara porque é absolutamente garantido que as crianças gastam bastante desse tempo, mas quanto?
Isto é um fenómeno cultural que não está certo.
Não está certo porquê? Queremos obrigar as mães grávidas a fazer a mesmas atividades de não grávida para compensar minutos gastos em trabalho não remunerado? É que 9 meses (na verdade 10 porque são 39.1 semanas) é bastante tempo mesmo excluindo os meses iniciais. Quanto desse tempo está incluido nos minutos da OCDE? Não sabemos.
Certamente que não vamos fazer como aos cavalos marinhos e passar os fetos para o pai acabar a gestação. E depois de nascidos quantas mães é que querem que o bebé passe a maioria do tempo com o pai? Isso é justo para a mãe? Neste ponto também me questiono; é justo para os pai trabalhar mais horas laborais do que a mãe?
Antes da entrada da mulher no mercado de trabalho entendia-se, mas hoje em dia, em que as mulheres trabalham as mesmas horas que os homens nos seus empregos é inadmissível!
Os homens trabalham mais. Em todos os países da fonte. E então qual é o problema se as mulheres trabalharem menos horas no emprego? E aqui acho que está outro ponto importante da discussão. O que é que é justo? Certamente que todos concordamos que tanto as mulheres como os homens têm os mesmos direitos. Mas com direitos vêm responsabilidades, e, a meu ver algumas mulheres, partidos políticos e o movimento “feminista de 3.ª onda” têm usado o wage gap como arma de arremesso para dar mais direitos às mulheres com muito menos responsabilidades, ATENÇÃO que não estou a dizer que todas as mulheres subscrevem a esta ideologia muito menos que as mulheres não têm já responsabilidades e dificuldades suficientes estou a dizer que é tudo muito bonito dito mas são basicamente argumentos de casas de cartas. [E este é um ponto que é difícil de expressar e que pode ser mal compreendido.]
"Porque é que as empresas não contratam mais mulheres, já que lhes pagam menos?" pela mesma razão a que continuam a preferir contratar homens a mulheres.
Mas onde está a prova de tal? Não digo que não possa ser verdade O/A u/TomTomKenobi apontou para uma boa thread no wiki do economy e que também fala disso, faz o ponto de que “cannot assume economic outcomes from a deductive approach alone” algo que fui um pouco culpado de fazer no post anterior.
As mulheres engravidam, os filhos estão doentes e elas depois faltam, etc.
O pai também tem direitos paternais nada obriga a mãe a ser ela exclusivamente a tratar dos putos. E se queremos ser justos neste ponto vamos fazer com que os divórcios dêm a guarda ao pai por defeito em vez de à mãe. Uma grande parte desse problema desvanecia. Se os filhos são um problema tão grande e se como sociedade queremos ser tão igualitários porque é que as mães ficam sempre com a guarda dos filhos? Também não acho justo. Porque é que os Telejornais falam tanto de “wage gap” mas não de guarda paternal ou partilhada? Saí numa tangente mas achei que era pertinente levantar este ponto.
O Gender Gap é real porque devido à fisionomia da mulher e ao seu papel social, esta é sempre vista como uma "liability" para a empresa.
Woah calma lá, o Gender gap é real porque a fisionomia da mulher é X é fazer uma grande ligação. Não digo que não possa ser verdade mas a nível de afirmação é um grande salto.
Até têm menos acessos a promoções devido a esta expetativa social.
Isto não é verdade. Os homens são os que mais trabalham para e pedem promoções, e uma coisa que muitas pessoas acham é que uma promoção é equivalente a ganhar mais dinheiro, uma promoção envolve muitas mais responsabilidades mais horas de trabalho e mais stress coisa que as mulheres não estão para aturar. Menos ainda se ainda não tiveram filhos. O que se pensarmos faz sentido. Se eu não tenho um filho ou família e se o meu corpo vai se degradar ao ponto que já não me é possível ter um no futuro não vou dar um “LEROY JENKINS” no meu emprego e perder a oportunidade de ter descendentes.
E antes que venham com “ah e tal mas as mulheres ganham menos em promoções” segundo o “bureau of economic research” americano apesar de haver uma diferença de 2,2% em promoções que já levava em conta as mulheres escolherem mais trabalhos como assistentes e trabalho administrativo que raramente tem oportunidades de promoção e os homens escolhiam mais trabalhos em áreas em que era possível a promoção, importa notar também que este estudo é de 1995
Uma das fontes de onde tirei o seguinte é bastante tendenciosa e não apresenta os dados em avulso mas chega a pontos pertinentes que convenientemente decidem não endereçar. Algo que também importa notar é que isto é um questionário e é americano. Usei para não dizerem que eu pesquiso por aquilo que me é favorável. Eu encontro discrepâncias e analiso.
Fewer women than men are aiming for the very top. Among senior managers, 60% of women said they want to be a top executive, compared to 72% of men. Women were also more likely to cite stress and pressure as one of the biggest reasons for not wanting to hold top positions.
Contrary to popular belief, women are not leaving their organizations at higher rates than men. In fact, women in leadership are more likely to stay with their companies than men. At the senior vice president level, women are 20% less likely to leave. Women in the C-suite are about half as likely to leave their organizations as men.
Women often start out in line roles (defined as positions with profit-and-loss responsibility and/or focused on core operations), but by the VP level more than half of women hold staff roles (positions in functions that support the organization like legal and IT). Men, on the other hand, are more likely to hold line roles at every level of an organization. This difference poses a potential problem because line roles frequently feed into senior leadership.
There's a common misconception that women who start families are subsequently less ambitious in their careers. But mothers in the survey were 15% more interested in being a top executive than women without children.
Very few people participate in flexibility and career-development programs offered by their organizations. More than 90% of women and men believe taking extended family leave will hurt their position at work.
Se os homens dedicarem o mesmo tempo no trabalho doméstico que as mulheres, deixa de haver este problema!
Eu diria que continuaria a existir, já vimos que há muito mais variáveis a este problema, mas concordo que tornava o trabalho das mães muito mais fácil.
Mas agora não venham para aqui dizer que o Gender Gap é mentira quando em todas as entrevistas de emprego me perguntam quais são os meus planos em relação a casar e a ter filhos!
Aqui acho errado e não sei se não poderás reportar isto a alguém. É completamente desnecessário e ninguém tem um caralho a ver com isso a não seres tu.
O/A u/crouchingvenus escreveu:
[...] os que já são pais focam se em melhorar o estilo de vida da família o que implica focarem-se mais no trabalho.
Não achas que isto é um problema? Porque é que são as mulheres incentivadas a dedicar mais tempo à família e os homens ao trabalho?
Não, não acho. Porque ninguém as está a forçar a isso. Se estivessem a ser forçadas sim achava bastante errado. E ninguém é forçosamente incentivado a fazer nada. Exceto as mulheres a seguirem carreiras STEM (ciência(Science), Tecnologia, Engenharia e Matemática) Não achas que isto é um problema? Especialmente quando o quão mais igualitária é uma sociedade menos as mulheres escolhem estas áreas.
Todo o teu raciocínio só reforça preconceitos de género e valores sociais bafientos. Entra em 2019 please.
Por favor elucida-me como. Eu diria mesmo o oposto, se tivermos dados e entendermos os problemas que enfrentamos e os tentarmos resolver é benéfico para todos não achas?

 

O u/DogsOnWeed também mencionou que os homens terem direito de licença de paternidade também ajudaria a corrigir desigualdades estatisticas.

 

Reflexões

O que conseguimos dar como certo:
  • Ninguém aqui quer que as mulheres sejam discriminadas
  • Queremos igualdades de oportunidade
  • O 77 cents on the dollar vem do Current Population Survey de 2009 do Bureau of Labour Statistics US
  • As mulheres trabalham mais em trabalhos temporários (Várias fontes)
  • Os homens trabalham mais horas extra (Várias Fontes)
  • As mulheres tendem a ocupar trabalhos que pagam menos (Várias fontes)
  • As mulheres tendem a escolher trabalhos que não facilitam a promoção
  • As mulheres ganham mais em trabalhos temporários (entre 1 a 34h) por semana do que homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • 25% das mulheres e 12% dos homens trabalham em trabalhos temporários (Bureau of Labour Statistics US)
  • 11% das mulheres e 22% dos homens trabalham mais de 41 horas (Bureau of Labour Statistics US)
  • As mulheres que nunca casaram recebem EM MEDIA 5% menos do que os homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • As pessoas que trabalham horas extraordinárias recebem cerca de 5 vezes mais do que as que trabalham em part time.(Bureau of Labour Statistics US)
Algo que descobri a investigar para escrever este post foi que segundo dois papéis da Claudia Goldin (este e este) que me foram referidos por esta peça da Vox
É que o wage gap pode ser explicado pelos custos de ter um filho e as curvas nos gráficos do papel e do vídeo parecem ter uma correlação com o aumento da idade média em que as mulheres têm o primeiro filho (Indicato>Dropdown />Mean age of women at childbirth) e que encaixa bem quando vemos que as mulheres mais ricas do mundo têm mais de 55 anos.

 

Enquanto os comentários anteriores dedicaram lógica, dados e contra argumentação outros simplesmente atiraram este papel do World Economic Forum várias vezes com “oh mas este desprova tudo isso” acho que se lerem apenas a introdução entendem logo porque é que não lhe dei o tempo do dia. E não é um estudo é mais é uma aglomeração de valores que esperam que a distribuição de homens e mulheres seja 50:50 em tudo (excepto em taxas de mortalidade por exemplo) algo que outros users foram rápidos a comentar.
Acho também um bocado triste haver comentários com discussão pertinente serem downvoted porque têm uma visão diferente e foi óbvio pela altura em que os downvotes apareceram que foi uma birra de “isto está contra o que eu acredito” “pumba, downvotes para todos”. Não façam isso, downvotes não mudam opiniões.
   
Fontes:
https://www.theguardian.com/world/2018/jul/23/women-lying-earning-more-than-husbands-us-census
https://www.nytimes.com/2018/07/17/upshot/when-wives-earn-more-than-husbands-neither-like-to-admit-it.html
https://www.vox.com/2018/2/19/17018380/gender-wage-gap-childcare-penalty
https://www.payscale.com/gender-lifetime-earnings-gap
https://www.youtube.com/watch?v=13XU4fMlN3w
https://iwpr.org/wp-content/uploads/wpallimport/files/iwpr-export/publications/C350.pdf
https://web.archive.org/web/20101126032209/https://www.bls.gov/cps/cpswom2009.pdf
https://web.archive.org/web/20181130100719/https://arxiv.org/pdf/1703.04184.pdf
http://siteresources.worldbank.org/INTPAH/Resources/Publications/459843-1195594469249/HealthEquityCh12.pdf
http://cep.lse.ac.uk/pubs/download/dp1156.pdf
https://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/goldin_aeapress_2014_1.pdf
http://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/dynamics_of_the_gender_gap_for_young_professionals_in_the_financial_and_corporate_sectors.pdf
 
Outros comentários interessantes u/TomTomKenobi com este, u/harlequin90 com este e u/agaeme com [este]() em que menciona este video que não consegui ver porque não tenho netflix
Edit: Formatação (raio do reddit e o novo markdown) e ortografia
Edit2: Adicionei TL;DR
submitted by mrBatata to portugal [link] [comments]


2016.06.28 15:18 Paralelo30 Militares ficam de fora de reforma na Previdência

Por Edna Simão e Lucas Marchesini
28/06/2016 ­ 05:00
Apesar de representar 44,8% do rombo da Previdência dos servidores da União, as mudanças nas regras de concessão de aposentadorias e pensões aos militares não fazem parte, pelo menos até o momento, das discussões de reforma que o governo está fazendo para dar sustentabilidade às contas públicas no médio e longo prazos.
Em 2015, o déficit previdenciário dos servidores, incluindo militares, somou R$ 72,5 bilhões, aumento de 8,37% sobre 2014. Sem mudanças nas regras de concessão de benefícios, a trajetória é de continuidade dessa ampliação. Do resultado negativo de R$ 72,5 bilhões, R$ 35,5 bilhões se referem aos benefícios a civis, R$ 32,5 bilhões a militares e R$ 4,5 bilhões para demais.
Os números constam de relatório do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, finalizado em maio. O rombo da União atende 945.262 aposentados e pensionistas, sendo que 299.044 são militares.
Leonardo Rolim, consultor da Comissão Mista de Orçamento do Congresso e ex­secretário de Previdência Social, considera fundamental a inclusão das pensões militares na reforma da Previdência. "Tem que ter um sistema equilibrado, com contribuição similar aos servidores civis."
O debate da reforma da Previdência tem se concentrado na convergência gradual dos critérios de concessão de aposentadoria entre o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que trata dos trabalhadores da iniciativa privada, e o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), dos servidores públicos.
A ideia é fixar uma idade mínima de aposentadoria para o INSS, por volta dos 65 anos, que é a média de aposentadoria nos países que compõem a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE). Com a equiparação gradual das regras de aposentadoria entre setor público e privado, haveria a elevação da idade de aposentadoria dos servidores ­ atualmente, 60 anos para homens e 55 anos para mulheres. A convergência gradual das regras de aposentadoria entre homens e mulheres também está no debate. Atualmente, as mulheres contribuem cinco anos a menos. Para tentar acelerar a reforma previdenciária, o presidente interino, Michel Temer, criou um grupo de trabalho na Casa Civil para debater o assunto com as centrais sindicais, que são resistentes, por exemplo, à fixação de uma idade mínima. Esse grupo foi criado em 16 de maio e a ideia inicial era que apresentasse uma proposta preliminar em 30 dias. Mas, por enquanto, nada foi anunciado. Segundo fonte ouvida pelo Valor, "nada está definido". Hoje, governo e centrais sindicais voltam a se reunir.
Na semana passada, Temer admitiu que as discussões se prolongarão "um pouco", sem estabelecer nova data para finalização do projeto. No Palácio do Planalto, a expectativa era que o projeto seja encaminhado em julho ao Congresso. Existe uma ala dentro do governo que defende que a matéria seja encaminhada após resolvida a questão do impeachment da presidente Dilma Rousseff e a realização das eleições municipais.
Para o Ministério da Fazenda, seria interessante enviar o projeto ainda este ano, pois ajuda a melhorar as expectativas de curto prazo com relação a estabilidade fiscal, mas não há "meta de encaminhamento".
http://www.valor.com.bbrasil/4616191/militares-ficam-de-fora-de-reforma-na-previdencia#
submitted by Paralelo30 to BrasildoB [link] [comments]